Mais um livro da Colecção "Chamo-me..." que eu tive o privilégio de ilustrar e que acabou de sair nas livrarias portuguesas. Sob a pena do Carlos Rebelo, as tribulações do Sebastião, personalidade que hoje em dia daria muito jeito para causar um terramoto na Política que se pratica actualmente.
Estamos em 1901. O "brasileiro voador" ganha prémio de 100 00 francos ao contornar num balão a senhora de ferro parisiense, feito que muitos na altura achavam ser impossível. O que prova que quando nos enchemos de ar, damos a volta até à mais puritana e fria das demoiselles.
Ilustração pertencente ao livro "Chamo-me Sacadura Cabral", editora Didáctica
- Olha ali na televisão o nosso Zezinho aqui da Azinhaga! - Vê lá tu! Na televisão! Achas que isto também está a passar em Santarém? - Em Santarém? Ó mulher! Isto até em Lisboa estão a ver!
Todos nós lusitanos tivemos alguém no passado recente da nossa família que se assemelhasse a este casal com mais ou menos pé descalço. Aliás se olharmos para quadros antigos tais como os painéis pintados por Nuno Gonçalves, é raro não haver alguém para dizer :"Este parece o tio Arsénio!" ou "aquele tem mesmo a cara do avô Gregório!".
Os escritores que mais influenciaram o escritor ribatejano, listados por ele próprio; São eles Camões, o padre Vieira, Eça de Queirós, Raul Brandão, e Fernando Pessoa.
Durante a primeira travessia do Atlântico- sul, o Fairey parte um dos flutuadores ao embater contra uma onda. Gago Coutinho e Sacadura Cabral saem ilesos e são recolhidos pelo cruzador República.
Uma pioneira da aviação, desaparecida no meio do oceano Pacífico enquanto tentava circundar o globo. Agora já é mais fácil dar a volta ao mundo: Vejam o caso do Madoff, do Bill Gates, etc...