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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

São Valentim - Um mártir enamorado

São Valentim terá vivido ainda na época do império romano, enquanto
o imperador Claudio gaguejava em latim. Pensa-se que o santo se terá
oposto a uma lei que impedia os jovens solteiros de casar afim de poder
ir gastar as suas energias nos campos de batalha do exército romano.
Consta que São Valentim terá casado alguns em segredo, permitindo
deste modo que o jovem guerreiro fosse melhor preparado para a guerra,
caso sobrevivesse à sua lua de mel. Fala-se de um amor do santo pela
filha do guarda da prisão, de um bilhetes apaixonadamente escritos e
trocados por entre as grades. (Alegoria do Amor?)
Exercício da semana: Escreva um poema cheio de amour para a sua
amada, vá até perto da sua varanda e comece a declamar com uma voz
febril. Quando ela começar a corar, prepara-se para a queda da donzela
dentro dos seus braços: Ela estará podre de boa e é só apanhar.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Fadinho serrano

Quando ouço falar no dia dos namorados, vem-me à memória
uma velha canção interpretada por Amália Rodrigues onde
aparecem estes versos:
Choram as casadas, cantam as solteiras
Cantam as solteiras cantigas de amores
A canção chama-se Fadinho serrano e infelizmente não
encontrei o nomes do autor para lhe devolver os louros.
Dá para nos perguntarmos porque choram as casadas.
As solteiras cantam porque o que está para vir ainda é
em parte uma incógnita ! Na rifa da lotaria do amor pode
até sair o casamento ideal, com paixão desenfreada e eterna!
Saúdo o optimismo das namoradas que cantam a sua
felicidade mesmo quando cruzam as valentes combatentes
que voltam das trincheiras do casamento com as lágrimas
nos olhos. Será de felicidade? o resto do fado da Amália não
parece sugeri-lo.
Prefiro pensar que o choro das casadas não se deve à sua
infelicidade, mas ao tempo que se foi, aos bailaricos de bairro,
aos piropos que já não mais se ouviram, à saudade da mocidade
e da inocência que não mais voltarão.
A imagem foi tirada do álbum
Camões- De vós não conhecido nem sonhado (ed. Plátano)