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sábado, 17 de fevereiro de 2018

sábado, 8 de dezembro de 2012

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Cena medieval


Um cena do século 13 para um livro de História.
O desenho didáctico tem destes desafios: Há certos elementos
que têm de aparecer na ilustração para condizer com a descrição
do texto. Por vezes torna-se um quebra-cabeças "arrumar"
tudo num certo ângulo e continuar a respeitar as leis da
perspectiva. Quando o trabalho fica pronto, não se percebe bem
onde houve dificuldade. Cristóvão Colon explicou isso com um ovo.
Até mesmo pintores já consagrados têm por vezes a angústia
da tela branca. Salvador Dali falava mesmo de "luta" contra a tela.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O polegar e o cânone de sete cabeças e meia

Certa vez uma amiga minha perguntou-me por que se via
nos filmes (sic) os artistas de polegar levantado e colado
a um lápis a apontar para o modelo. Depois de divagar um
pouco sobre os estereótipos de Hollywood acabei por
tentar explicar a razão pela qual os desenhadores parecem
estar a pedir boleia de lápis na mão. O polegar ajuda a dividir
o lápis em várias secções aos olhos do artista. Assim, ele cria
uma grelha imaginária que coloca à frente do modelo. Será assim
mais fácil na sua mente comparar as proporções que o ajudarão
a pôr o desenho no papel. Tomemos o exemplo de uma figura
de pé: Costumo utilizar o cânone das sete cabeças e meia. Assim,
um corpo normalmente constituído poderá "conter" sete vezes
a medida da cabeça do modelo já apontada no lápis pelo polegar.
E se o modelo se sentar, com quantas cabeças fica de altura?
Basta medir no lápis! Depois virando o lápis na horizontal obtém-se
as linhas verticais da grelha virtual.
Um detalhe tão fora de propósito como um cabelo na sopa:
"polegar" vem de pollicaris que vem de pulex (pulga). Isto devido
ao facto que antigamente(?) era o dedo que se usava para matar
o bichinho saltitante.