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quinta-feira, 18 de março de 2010

Do cu da galinha


Conhecem aquela do tipo que pergunta à mulher o que
é o jantar e que quando sabe que ela preparou língua
de vaca ele responde que não vai comer nada saído de
dentro da boca dum animal e para ela lhe preparar antes
um ovo? ... Ah, já conheciam!...

terça-feira, 2 de março de 2010

Despejaram um penico na cabeça do Bocage.

Antigamente ouvia-se gritar Água vai quando alguém
despejava o penico na rua quando o ar de casa começava
a cheirar à época dos saldos nos lupanares. Uma noite que
Bocage passeava numa rua estreita e que o frugal jantar
lhe deu a volta às tripas, arreou as calças, afastou o gibão
e toca de moldar um bronze. Uma menina do primeiro andar
que tinha na cabeça um toucado, esqueceu-se de avisar os
transeuntes quando verteu do penico uma mistela de
mijo e merda, como que baptizando assim o poeta.
Bocage, apanhado com as calças na mão e apontando para
a sua escultura ainda fumegante no chão disse:

- Ó menina do toucado,
Já que tem a mão tão certa,
Venha buscar a oferta
Que ficou do baptizado!


Desenho extraído de Chamo-me Bocage, ed. Didáctica

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Não chateiem o Bocage!

A certa altura da sua vida, Bocage morou no primeiro andar
dum velho casebre do bairro da Graça. O vizinho do rés-do-
chão, um caçador inveterado, costumava acordá-lo de manhã
ao experimentar as armas e afinar pontaria contra o muro do
quintal. Um dia ao acordar sobressaltado com os tiros, Bocage
mais irritado do que o costume, desfez à martelada o alguidar
cheio da água do banho, o que criou uma inundação no andar
de baixo ao passar pelas frinchas do soalho velho. O vizinho
e a esposa berraram, protestaram, e Bocage respondeu-lhes:
- Não se assustem que não é nada! O vizinho anda todas as
manhãs à caça... eu ando à pesca!

domingo, 6 de dezembro de 2009

Uma anedota do Bocage

Já era habitual o Bocage ser convidado para os chás
do comendador Augusto Xavier da Silva, amigo do
da família do poeta. Certa vez o comendador quis
pregar uma partida ao vate setubalense e sem este
saber deu-lhe um chávena de chá a ferver e disse:
- Dá-se um prémio a quem tomar o chá mais depressa!
O Bocage apressou-se a levar á bebida à boca e ao
escaldar-se deixou transparecer uma careta de dor
deixando escapar um ruidoso traque!
Logo exclamou:

"Foge desgraçado,
Que morres escaldado!"