Mostrar mensagens com a etiqueta núpcias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta núpcias. Mostrar todas as mensagens

sábado, 16 de janeiro de 2010

A padeira de Aljubarrota

Acto II, cena I- O REGRESSO.
Estou de volta, estoirado e desejoso por voltar ao trabalho
para poder descansar das férias. Respondi, claro, aos comentários
do pessoal e quero felicitar o Refemdabd que descobriu
a resposta à charada. Ainda cheio do espírito romântico da
jornada além fronteiras, coloquei o desenho de um arrufo de
amor entre a nossa Brites de Almeida e o soldado seu
pretendente e futuro marido. Não sei qual dos dois terá
dado mais água pela barba ao outro, mas na noite de núpcias
deve ter havido festa brava! Imagino que deverá ter sido à boa
maneira Viking. Com efeito esse povo mantinha a tradição de que
a noiva devia de resistir ao marido nessa primeira noite juntos ,
com toda a força e violência que pudesse sob pena de ser acusada
de mulher fácil ou de molengona. Se o marido ao romper do dia
aparecesse ao pé dos compinchas para beber o primeiro "crânio"
de cerveja com olhos negros ou arrancados, falhas de pele no couro
cabeludo e rasgos de pele em todo o corpo ainda com pedaços de
unhas partidas, a noiva podia sair da tenda nupcial com a cabeça
erguida! Tínhamos ali uma mulher séria e verdadeira Viking!
A Brites nasceu em Faro e era bem portuguesa. Os espanhóis
que o digam, a nossas tugasitas não são nada papa-açorda!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Sexo em tempo de Vitória

Na sequência do tema "Maravilhas da Natureza" vou contar um
facto anedótico que acontecia frequentemente na Inglaterra
vitoriana. As jovens inglesas solteiras, estavam destinadas
a casar relativamente cedo. Eram guardadas em redoma de vidro,
ignorando totalmente tudo do acontecimento carnal na noite de
núpcias. Maids puras e virginais viviam num sonho de príncipes
encantados assexuados e de histórias de cavaleiros andantes que
preferiam morrer a ver inadvertidamente o tornozelo casto de
uma donzela. Na dita noite de núpcias era remédio santo: A mãe
da noiva chamava aparte a ingénua ao primeiro andar e enquanto
o noivo se embebedava no rés-do-chão com o resto dos convidados
abria o livro da sexualidade onde de repente e em poucos minutos
a desgraçada da garota ficava a saber os detalhes mais sórdidos do
que lhe ia acontecer dentro de poucos minutos. As prometidas (ainda
de boneca na mão) ficavam a maior parte das vezes histéricas
e desatavam aos berros. Uma boa bofetada da mãe fazia efeito de
Xanax e esta última levava a adolescente desorientada e em lágrimas
para o quarto. Quando o noivo finalmente cedia aos incentivos de um
bando de bêbados sedentos por gritos de desfloração selvagem, subia
a cambalear pela escada, entrada em triunfador pelo boudoir adentro
e encontrava a sua prometida a roncar docemente. No chão, um
pedaço de algodão encharcado em clorofórmio. Ao lado da dama
um papelinho com uma letra trémula a dizer: "A mamã disse para
fazer comigo o que quisesse."