quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

No explain! No complain!

No explain! No complain! ... draw!
Trabalho a acumular... desenhar, desenhar.
Depressa mas bem... senão vai tudo por água abaixo.
A corrente não pára. Damn it! Quase nem dá tempo para
pensar. Não serão aceites nem explicações, nem desculpas!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

"Ah,ah" ou "Ha,ha"?

Cada língua utiliza as onomatopeias que mais se parece
imitar os sons da natureza. Quando vim para Portugal,
trazia nas minhas filacteras os Ha! ha! com o som gutural
do "h" á frente do "a". Ainda hoje não percebo bem a eficácia
da versão lusa ah! ah! ah! Note-se que os nossos irmãos
brasileiros usam um ra!ra! estrondeante e os vizinhos
espanhóis um enérgico ja! ja! Em França, Bélgica e Reino
Unido usa-se o ha! ha! com as mãos a segurar a pança.
Será algo sociológico em vez de gramatical, que nos leva
a rir com uns ah!ah! quase a pedir perdão por estar
a pedir desculpa?

A ilustração? HA! HA!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Um rabo dos anos 90

Esta vinheta já tem mais de quinze anos e faz parte de uma
BD que nunca cheguei a acabar mas que um dia irei redesenhar
com o meu traço de hoje. Na altura eu usava aparos metálicos
para o trabalho a tinta da china e começava a experimentar
o photoshop 2.5(?). No entanto gosto bastante das cores
e o rabo rosado da gordinha pudicamente envolto na cueca
cor-de-rosa-cueca ainda dará algum frisson a quem gosta de
damas roliças com nádegas para semanas inteiras!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Oscar Wilde- "Ser grande significa ser incompreendido"


Os contos do Oscar Wilde são uma óptima alternativa
à já tão divulgada obra dos Grimm e do Perrault.
Trazem realmente uma lufada de ar fresco ao género.
O autor morreu desgraçado e banido pela sua época
que não soube reconhecer que a amizade entre dois
homens também pode conter ternura sem necessa-
riamente ser manchada por epítetos homofóbicos.

Ilustração- O Príncipe feliz de Oscar Wilde

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Luísa Todi- Um certo sabor a chocolate

Luísa Todi foi uma cantora lírica muito célebre no seu tempo
nascida em Setúbal no século 18. Foi reconhecida no mundo
inteiro como uma das maiores vozes de todos os tempos,
isto numa área da música onde todos os países dão cartas
ao invés do Fado. Quem passear por Setúbal e não só, terá
a surpresa de ver muitos estabelecimentos, ruas, praças etc,
com o nome da artista escrito com um "y" no final. Um "i" grego.
Ora a Luísa, nascida com o nome de Aguiar, só se passou
a chamar Todi depois de ter casado com um jovem violonista
italiano chamado Francesco Todi. O alfabeto italiano
proveniente do latim nem sequer tem a letra "y"nas suas
hostes. Ora de onde vem o "Tody"? Provavelmente do
chocolate em pó Toddy, que fez furor nas tigelas de leite nos
anos 70-80. A nossa Luísa foi desta forma "inglesada", o que
não me espanta nada depois de ter ouvido locutores da RTP
pronunciarem locuções latinas com o sotaque do Texas e até
numa biografia do Fidel Castro terem pronunciado o nome do
pai do cubano , Angel, como se de um vampiro de Hollywood
se tratasse.
Uma vénia para ti, Luísa Todi, primus inter pares

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Perdigão perdeu a pena


Perdigão perdeu a pena
Não há mal que lhe não venha.

Perdigão que o pensamento
Subiu a um alto lugar,
Perde a pena do voar,
Ganha a pena do tormento.
Não tem no ar nem no vento
Asas com que se sustenha:
Não há mal que lhe não venha.

Quis voar a uma alta torre,
Mas achou-se desasado;
E, vendo-se depenado,
De puro penado morre.
Se a queixumes se socorre,
Lança no fogo mais lenha:
Não há mal que lhe não venha.

Luís Vaz de Camões

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Chewing gum


A Anita era a mais bonita.
A roupa dela era a mais catita.
Mas sobretudo, cheirava tão bem! Cheirava a pastilha elástica;
A pastilha elástica da marca Pirata. Era no tempo em que
também reinavam os caramelos Vaquinha. As pastilhas da altura
eram capazes de não ser tão boas ou tão gostosas como as de hoje.
Até que eram duras. Mas eram para elas que os tostãozinhos do
Santo António viravam as caras e as coroas. Que nostalgia!
A pastilha elástica moderna veio do Estados Unidos, tal como
o Ketchup e o Pai Natal vestido de vermelho (obrigado Coca-Cola).
Curiosamente ficaram populares na Europa a partir da primeira
guerra mundial onde os soldados americanos mastigavam a sua
chewing gum oferecida com a ração de combate para ajudar a
combater o stress, e sobretudo para impedir o guerreiro de cair
no sono quando estava abrigado nas trincheiras. Era por isso um
método "anti-sono". Não admira que os estudantes gostem de
mastigar durante as aulas.
Qual é a diferença entre um estudante a mastigar pastilha e uma
vaca a ruminar? Ainda se nota algum (ténue) interesse no olhar da vaca.