quinta-feira, 6 de maio de 2010

A língua portuguesa e a nova queda do Império

Foi Camões quem deu as primeiras letras de nobreza à língua
portuguesa. Teve tempo ainda para assistir ao princípio da queda
do Império. Através de acordos, de concessões e outras mordomias
somos nós agora os testemunhos da queda do império da nossa
língua, queda essa mais abrupta e mais humilhante do que
a primeira.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Menino de coro: uma actividade de risco.

O titulo terá de chegar. Não vou massacrar mais a religião
católica, que apesar dos seus defeitos e das más acções de alguns
dos seus representantes continua a ser um cimento necessário
à sociedade ocidental e o pólo magnético que mantém alguma
sanidade moral em muitas famílias.

Galileu " made in Portugal" salta fronteira


O livro da colecção Chamo-me editado originalmente
pela editora Didáctica foi agora publicado pela Parrámon
espanhola e traduzido em castelhano e em catalão. Fico
satisfeito por exportarmos as nossas obras para estrangeiro,
coisa que infelizmente não acontece mais frequentemente.

terça-feira, 4 de maio de 2010

O galo "crooner"


Este título fez-me lembrar um dos maiores crooners americanos
e a canção que ele interpretava num velho western. O seu nome
emprestado era Dean Martin. Em Rio Bravo aparecia também
Angie Dickinson cujas pernas estavam asseguradas em mais de
um milhão de dólares. Por esse motivo e por as suas pernas serem
tão belas, durante os seus primeiros filmes a Angie andava quase
sempre de cuecas ao léu mesmo que para isso o guião dos filmes
tivessem de ser adaptados à anatomia da actriz.
"- Pegue neste revólver Madam' , para o caso em que voltem
os ladrões de gado!"
"-Obrigado , xerife. Mas a cor desta arma não condiz nada com
o tom da minha saia. É melhor despi-la."

...
Gonna hang
my sombrero
On the limb
of a tree

Comin' home
sweetheart darlin'

Just my rifle,
pony and me

Just my rifle,
my pony and me
...
(Um trecho da canção em Rio Bravo)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Domingo 9 - Feira do livro de Lisboa


Domingo 9 de maio vou estar no barracão da editora Plátano
durante o feira do livro de Lisboa. Levo uma caneta para o caso
em que alguém me queira presentear de um desenho.
A partir das 16h30.

A Águia e a Coruja

Vou tentar resumir à Lagardère uma fábula à la manière .
(Expressão ouvida numa tasca de Lamego, O enfarta-brutos.)

Uma águia e uma coruja preparavam-se para ir caçar,
quando a coruja lembrou-se de recomendar:
-Ó águia, lembra-te que deixei os meus três filhotes no
meu ninho e tu vê la se esses não os comes!"
A águia perguntou:
- E como é que reconheço os teus rebentos?
A coruja:
- É fácil, são três adoráveis anjinhos, de bico perfeito e
de cara laroca num corpinho elegante.
A águia:
-Tá-se bem.
Já a águia andava a voar quando avistou um ninho com
três horríveis monstrinhos atarracados, depenados e de bico
atrofiado. Olhou para o bloco de notas e verificou que não
correspondiam à descrição feita pela coruja. Logo, engoliu-os.
Na altura de dar explicações culpou a pobre coruja por lhe ter
dado informações erradas acerca das crias. Parece ter nascido
aqui a expressão Mãe-Coruja.
Quanto à moral da história, basta ter filhos para a adivinhar.
Para os que não têm, improvisem: O que mais há é corujas
solteiras com as penas das caudas a dar-a dar.

domingo, 2 de maio de 2010

Pão alentejano

Lembro-me de acompanhar a minha avó ao forno
municipal. Levávamos manteiga caseira para barrar
nas bolinhas ainda a fumegar que nos queimavam
a língua. Ao tentar falar tínhamos aprendido alemão
instantâneo. Bons tempos em que nas estradas estreitas
de alcatrão passavam carroças à antiga carregadas
de palha com altura de dois andares. Ouvia-se os
carroceiros a galantear os animais de carga:
Arre maaacho!, eh beeesta!