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sábado, 28 de setembro de 2024
segunda-feira, 15 de agosto de 2022
domingo, 3 de abril de 2022
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 9 de junho de 2011
10 de junho, dia de Camões

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Luís de Camões
(soía = costumava)
A vinheta pertence ao álbum
"Camões de vós não conhecido nem sonhado"
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
sábado, 17 de julho de 2010
Redondilha - Dotou em vós Natureza...

MOTE ALHEIO
Vós, Senhora, tudo tendes,
senão que tendes os olhos verdes.
VOLTAS PRÓPRIAS
Dotou em vós Natureza
o sumo da perfeição
que, o que em vós é senão,
é em outras gentileza;
o verde não se despreza,
que, agora que vós o tendes,
são belos os olhos verdes.
Ouro e azul é a milhor
cor por que a gente se perde;
mas a graça desse verde
tira a graça a toda a cor.
Fica agora sendo a flor
a cor que nos olhos tendes,
porque são vossos... e verdes!
Luís de Camões
Vós, Senhora, tudo tendes,
senão que tendes os olhos verdes.
VOLTAS PRÓPRIAS
Dotou em vós Natureza
o sumo da perfeição
que, o que em vós é senão,
é em outras gentileza;
o verde não se despreza,
que, agora que vós o tendes,
são belos os olhos verdes.
Ouro e azul é a milhor
cor por que a gente se perde;
mas a graça desse verde
tira a graça a toda a cor.
Fica agora sendo a flor
a cor que nos olhos tendes,
porque são vossos... e verdes!
Luís de Camões
Vinheta retirada do álbum Camões- de vós não conhecido nem sonhado
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Os doze de Inglaterra
quinta-feira, 6 de maio de 2010
A língua portuguesa e a nova queda do Império
Foi Camões quem deu as primeiras letras de nobreza à línguaportuguesa. Teve tempo ainda para assistir ao princípio da queda
do Império. Através de acordos, de concessões e outras mordomias
somos nós agora os testemunhos da queda do império da nossa
língua, queda essa mais abrupta e mais humilhante do que
a primeira.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Goa
domingo, 24 de janeiro de 2010
Me love you long time
O termo Mal-Cozinhado é sobretudo conhecido pela alcunhaque Luís De Camões deu ao afamado lupanar da rua da Mancebia
originalmente chamado A Colheita. Segundo o assíduo
frequentador do estabelecimento podia-se chegar a qualquer
hora que se era sempre servido, bem ou mal. (Deixo alguns
segundos à vossa imaginação.) No entanto já parece ter existido
uma tasca com o mesmo nome em Coimbra do tempo em que
o vate se dignou a lá pôr os pés. Ainda no século XIX, dava-se
o nome de Mal-Cozinhado a toda a zona ribeirinha de Lisboa
onde tresandava o peixe frito e onde abundavam tascas e carroças
propondo refeições baratas. Que seja utilizado para a qualidade
da comida ou para a disponibilidade de uma prostituta, ou termo
já está bem vincado na tradição portuguesa e isto há já alguns
séculos. Já não há do bom? Dê-me do suportável.
O título do comentário faz parte do diálogo dum filme
norte-americano. Quem profere a frase é uma prostituta vietnamita.
Quem arrisca o nome do filme?
A ilustração, é claro, tirada do meu album
Camões- De vós não conhecido nem sonhado
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Amor é fogo que arde sem se ver

Amor é fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente,
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luis De Camões
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