Mostrar mensagens com a etiqueta Camões- album BD. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Camões- album BD. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Camões perde olho direito ao largo de Ceuta


Agora experimentando a fúria rara
de Marte, que cos olhos quis que logo
visse e tocasse o acerbo fruto seu.
(e neste escudo meu
a pintura verão do infesto fogo);



Do álbum Camões - De vós não conhecido nem sonhado

quinta-feira, 9 de junho de 2011

10 de junho, dia de Camões


Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

Luís de Camões

(soía = costumava)


A vinheta pertence ao álbum
"Camões de vós não conhecido nem sonhado"

terça-feira, 8 de março de 2011

Dia mundial da Mulher

O poema que Luís de Camões escreveu para Bárbara, a escrava indiana,
contém quanto a mim alguns dos mais belos versos escritos para uma
mulher. Neste mundo onde ainda hoje algumas mulheres são escravizadas
e não só em países exóticos, só o poder menos controlável de todo o universo
(za luv) poderá um dia erradicar esses papéis.

A vinheta foi tirada do álbum: Camões, de vós não conhecido nem sonhado

sábado, 11 de setembro de 2010

Vamos às "Marias?"


Para alguns estrangeiros as portuguesas chamam-se todas "marias".
A verdade é que algumas nem têm esse nome no registo mas o hábito
leva-as a pô-lo em frente ao nome. A expressão "vamos ás marias" ouvi-a
pela primeira vez na Amadora pela boca de um tropa com sotaque do
norte "bamos áj maríaj" quando ele questionava os restantes maçaricos
e camaradas na possibilidade de irem prestar homenagem ás funcionárias
de serviço do lupanar local. Nesta vinheta do Camões- de vós não conhecido
nem sonhado, uma das prostitutas faz o anúncio de que há novas "marias"
na Colheita, um prostíbulo muito em voga em Lisboa no tempo do
Camões. Renovado o stock em coxas hospitaleiras, a abelha-mestra
(a dona do bordel) iria ficar satisfeita com a receita da noite. Neste caso
eram três donas, e por isso mesmo o poeta se refere ao lupanar como
um pau de três bicos. Será daí a expressão "fazer um bico?"

terça-feira, 29 de junho de 2010

A prisão do Tronco


A prisão do tronco era do tempo do Camões, o equivalente ao
que foi depois em França a Bastilha ou qualquer outra prisão de
estado onde se mantinha com carinhos extras alguns indesejados
da sociedade. Como o edifício já não existe, tive de inventar para
caramba. O cão parece estar a farejar algo impuro. As próprias
cores da rua lembram tons de sangue ressequido e urina.
Não aconselho a estadia.

Página do álbum-Camões- De vós não conhecido nem sonhado

terça-feira, 22 de junho de 2010

Camões e as mulheres

O título deste post dava pano para mangas. Visto eu já
ter feito um livro sobre (em grande parte) esse tema,
não vou escrever mais nada e (bocejo) dormir uma sesta.
(bocejo e espreguiçadela).

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Dia de Corpo de Deus - 1552

Uma entrevista concedida ao GHQ (Brasil):
http://www.ghq.com.br/especial-artistas-portugueses-jorge-miguel-2/

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Macau em 1556

Macau, uma das terra longínquas onde Camões fez questão em deixar
algumas dívidas. A imagem foi tirada do álbum "Camões- De vós não
conhecido nem sonhado" que terei todo o prazer em autografar este
próximo domingo no stand da Plátano na feira do livro de Lisboa
a partir das 16h30. Haverá descontos para quem trouxer o talão
de compra da primeira edição de 1572 de Os Lusiadas.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Camões- De vós não conhecido nem sonhado


Mais tarde ou mais cedo teria de falar aqui do meu álbum BD
"CAMÕES-De vós não conhecido nem sonhado". Durante dois
anos e meio, foi uma verdadeira aventura em que todos os dias
ia avançando lentamente até ao final da prancha 62. Agora que
estou a começar outro projecto, vem-me à mente a imagem
daquela "dechgraçadinha estuberculosa" que abandona o filho
mais velho ao cuidado do convento para poder tomar conta do
mais novo. Mas nada disso... Camões, fica sabendo que te vou
seguir no teu percurso e quero ter a certeza que desta vez
acabas os estudos na faculdade!
Do próximo álbum vou dizer pouco, apenas que desta vez vai
ter colaboração no argumento da flamejante Aida Teixeira
cujos diálogos vão fazer cantar as solteiras e fazer chorar as
casadas.