terça-feira, 2 de março de 2010

"A Capital" de Eça- O jantarete

A cena do jantarete com Artur Corvelo no centro, onde Eça
faz uma descrição mordaz da sociedade portuguesa da altura,
quando reinava a hipocrisia e o oportunismo, um estilo de vida
que felizmente desapareceu do Portugal actual.

Ilustração extraída de "Chamo-me Eça De Queirós", Ed. Didáctica

segunda-feira, 1 de março de 2010

As conquistas de Afonso Henriques

Afonso Henriques foi um conquistador de territórios mas
também um conquistador de corações. Além das quidam
que não ficaram registadas na História, podemos mencionar
as mais famosas conquistas de Afonso: Dª. Flâmula, a grande
paixão galega, Dª. Mafalda, a esposa leal mas cuja vida foi
curta e Dª. Elvira, a companheira dos últimos anos.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Violante e Luís

Ao longo dos séculos, focou-se os amores de Luís de Camões nas
Catarinas e sendo ele grande apreciador de peito de galinha até
se compreende. Só já no século XX, Aquilino Ribeiro voltou a falar
na Violante, a esposa do amo de Camões e pela qual este último
terá tido a paixão da sua vida. Aproveitando a deixa houve depois
um comentador de programas históricos que bordou à volta da
descoberta uma teorias inverosímeis e mais enfartadas que labregas
holandesas. Este poema, Num jardim adornado de verdura, é dos
mais belos que Luís terá escrito para Violante. Nota-se que aproveita
a presença de três chaperons para a sua declaração a uma mulher
casada não parecer demasiado pessoal e intimista.

Num jardim adornado de verdura,
A que esmaltam por cima várias flores,
Entrou um dia a deusa dos amores,
Com a deusa da caça e da espessura.
Diana tomou logo uma rosa pura,
Vénus um roxo lírio, dos melhores;
Mas excediam muito às outras flores
As violas, na graça e formosura.
Perguntam a Cupido, que ali estava,
Qual daquelas três flores tomaria,
Por mais suave, pura e mais formosa.
Sorrindo-se, o Menino lhe tornava:
"Todas formosas são; Mas eu queria
Viol'antes que lírio nem que rosa."
Luís De Camões

Algarve of mai drimz!

Ao fazer este desenho para já não sei qual livro, lembrei-me
do Algarve do meus 17 anos durante umas férias meio-débauche
meio-trabalho. Depois de pedir autorização ao vereador da cultura
da câmara da vila de A. fui instalar-me no centro do jardim a fazer
retratos dos turistas. Bons tempos! O facto de falar várias
línguas e de ser comunicativo levava as turistas a pensar que
levar o artista para a farra da noite era uma tradição portuguesa.
Aos 17 anos o nosso critério é diferente do critério de um homem
já adulto, salta por assim dizer em tudo o que mexe. As inglesas,
porém, mexem-se pouco. Dizem que a gelatina mexe mais que
a esposa inglesa. Ah, bons tempos de irresponsabilidade...

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Motorcycle boy reigns

O Título da mensagem estava escrito num muro que
aparecia num filme que voltei a ver ontem.
Até nem era nada de especial. Um Coppola antigo.
Entre os (ainda) jovens Matt Damon, Nicolas Cage
e a deliciosa Diane Lane, o actor que me fez rever a película
a preto e branco foi Mickey Rourke. Muito se falou dos
seus trejeitos característicos; Mas não é só isso. Acho que
é um dos actores mais talentosos que apareceram na 7ª Arte.
Durante o filme a personagem que interpreta é descrita como
alguém acima do lote :"He is royalty in exile". Uma descrição
que eu aplicaria ao próprio Mickey Rourke. Infelizmente
a certa altura da sua vida entrou num processo de
auto-destruiçao muito commun no mundo de Hollywood.
Quem souber o título do filme ganha um fim de semana com
a avó da Diane Lane num resort da Baixa da Banheira.
(Ela baba-se muito mas não é senilidade, é paixão.)

Futebol- As cores da discórdia

Certa vez em que tive de desenhar uma cena futebolística
tive a ingenuidade de pintar as camisolas que correspondiam
a dois clubes portugueses. Os desenhos voltaram para mim
para alteração. Desde aí usei sempre cores usadas no estrangeiro
ou de equipas como o "Mija-na-Escada Clube". Assim ninguém
fica aborrecido.
Acontece que as minhas duas cores preferidas nem são as do
clube com que simpatizo. Porque razão haveriam de ser?
Não vou comprar uma gravata por ser da cor de certo clube
ou usar mais esta cor na paleta por 11 cretinos a usarem quando
disputam uma bola. Aborrece-me levemente, sim, é quando
vou comprar um Push pop para o meu puto, a criança inocente
escolher uma cor que lhe agrade e a vendedora de sorriso cariado
sair-se para o menino com a mesma lenga-lenga de sempre:
És do #!#&% ? Logo, faço o sorriso mais hipócrita que
consigo e nego, explicando que não ligamos ao futebol.

Correcção: 10 cretinos. o guarda redes anda de luto.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Eça de Queirós


Retrato do Eça, ainda jovem. Ilustração extraída do livro
"Chamo-me Eça De Queirós" editado pela Didáctica.