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terça-feira, 8 de junho de 2010

Raindrops Keep Falling on My Head

Depois de um fim de semana de sol incandescente, parece que
o tempo quis voltar a pingar em cima das nossas tolas. O título
é de uma canção que ficou célebre ao ser cantada por B. J.Thomas
num filme com o P. N. e o R. R.
(Uma ajuda: não entrava o W. C. Fields)

terça-feira, 18 de maio de 2010

Talentos esquecidos da Sétima Arte


Duas homenagens a duas grandes senhoras da sétima arte
caídas no esquecimento: A primeira, Hedy Lamarr, uma das
caras mais bonitas do cinema foi também, uma engenheira
de primeira água. Foi na altura da segunda guerra mundial
que conjuntamente com um colega patenteou a ideia- base
que algumas décadas mais tarde iria permitir fabricar os
telemóveis. Como os fabricantes já só se aproveitaram a ideia
quando a patente expirou, Hedy não recebeu um tostão e
morreu numa posição financeira relativamente inconfortável.
A segunda senhora é Zohra Lampert, uma actriz que nunca
parecia representar tal era o seu talento para a ilusão. Apesar
de ter participado em alguns filmes mais mediatizados, penso
que foi uma personalidade que nunca chegou a poder mostrar
o que realmente valia. A sua arte fazia lembrar Maria Schell,
ou mais tarde Jessica Lange. Uma delícia para o apreciadores
de cinema- qualidade.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Cinema "o piolho"


Um dos cinemas mais populares da capital foi o Salão Lisboa, mais
conhecido pelo "piolho". O recinto foi aberto em 1916 e fez a alegria
dos amantes da sétima arte durante algumas décadas. Situado na
rua da Mouraria, foi um ícone lisboeta tanto pela sua popularidade
como pelas suas condições precárias. Muitas vezes chovia lá dentro
e os problemas técnicos durante as projecções já faziam parte do
folclore. O sistema de som falhava frequentemente e a plateia em
coro gritava para o operador na cabine gozando-lhe a corcunda:
"Ó marreco, olhó sonoro!"

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Buckaroo Banzai

O que queres ser quando fores grande? Todos nós já ouvimos
esta pergunta quando éramos petizes. Já no meu tempo de
adolescência quando a maioria queria ser veterinário ou
hospedeira, eu queria ser cantor de ópera; apesar de ter
a vocação, faltava-me o talento. Até que vi um filme intitulado
Buckaroo Banzai. Tudo ficou mais claro! quando fosse adulto
e tivesse de ganhar o meu pão com o suor do meu trabalho
iria ser um novo Buckaroo. O filme era feito daquela massa
com que se cozinha os filmes-culto. O herói, interpretado pelo
enigmático Peter Weller adornado do seu sorriso monalísico
era um cientista de física quântica, explorador intrépido,
piloto de ensaios, detective privado e líder de uma banda rock.
Alguns dirão que é preciso ser de origem extra-terrestre para
se gostar do enredo de tal filme a ponto de o ver mais de uma
vez sem estar atado a uma cadeira de bondage, mas o que é
certo é que ainda hoje me pergunto: O que terá passado na
cabeça do argumentista quando decidiu ir apresentar o seu
script ao produtor. Ainda bem que o fez. Que coragem!
O Peter Weller é hoje professor de História numa universidade
americana e aparece frequentemente em canais TV temáticos.